Ousar Ser @ 17:49

Sex, 28/09/12

É muito fácil e frequente cairmos em relações de expectativa:”Se os meus pais tivessem sido... ; Se o meu marido ou a minha mulher mudasse para sermos felizes.. Se o meu patrão reconhecesse o meu mérito... “
O que parece acontecer nestas expectativas é estarmos sempre a "pedir" ao mundo que seja aquilo que nós julgamos precisar para nos sentirmos bem.
A consequência dessa forma de nos relacionarmos é a de, muitas vezes, sentirmo-nos traídos porque o outro não cumpriu; dizemos muito credulamente e sem consciência do processo indicado que: "Sou infeliz porque o meu marido está sempre em silêncio e só vê futebol" ; " Sou infeliz porque o meu filho, com todas as hipóteses, não quis ir para Medicina e escolheu ser carpinteiro, um desperdício!". Ou: "A minha filha com tudo de bom na vida, escolheu ir para França fazer música numa banda de hippies!". Ou ainda: "Os meus pais deveriam ter-me dado a atenção que não tive e... Nunca se deviam ter separado".

Como se vê, na expectativa, ficamos dependentes de que o mundo nos complete ou nos resolva - o que constitui um grande engano e ilusão. E porquê?
Porque tomamos uma atitude passiva face a nós próprios: Isto é, delegamos no mundo/exterior a capacidade de nos fazer felizes ou infelizes: Ora isto é um engano porque a nossa saúde e felicidade nunca vêm de FORA. Bem pelo contrário, o nosso bem-estar vem da forma como nos relacionarmos com aquilo que acontece e não do acontecimento, propriamente dito.
SIM! É possível ser-se feliz com uma filha hippie e infeliz com um filho médico!
A expectativa empobrecemo-nos porque, em vez de estarmos disponíveis para nos enriquecermos com o que o outro é, ou com o que nos tem para oferecer, exigimos-lhe o que desejamos, perdendo, deste modo, a riqueza daquilo que o "fora" é ou tem para nos dar.

Viver com esperança é, pelo contrário, um processo activo e criativo: contrariamente à passividade (em que nos instalamos) na expectativa, na esperança temos um plano construído por nós, um sonho de que algo se realize. Isto passa-se no nosso dia-a-dia e não num futuro imaginado com um resultado exigido.
Na esperança, a actividade de sonhar é o ponto fundamental e dá-nos prazer.

Esta reflexão leva-nos a uma imagem, de sabedoria de inspiração oriental, que diz: “ A felicidade não é a meta é o caminho”


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Amei <3 mt
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Acabei de o receber, muito obrigada!
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